A scutellaria — também conhecida como calota craniana — é uma das plantas medicinais mais eficazes para o stress crónico e a tensão nervosa. De facto, os herbalistas tradicionais consideram-na a planta nervina mais completa disponível — superior até à valeriana para o stress crónico de longa duração. Consequentemente, está a ganhar cada vez mais popularidade entre naturopatas e fitoterapeutas de todo o mundo.
Para além disso, ao contrário da valeriana e da passiflora que atuam principalmente como sedativos, a scutellaria é um troforestorativo — uma planta que restaura e fortalece o sistema nervoso ao longo do tempo. Neste sentido, este conceito de troforestorativo é fundamental para compreender o que distingue a scutellaria da maioria das plantas calmantes. Consequentemente, enquanto a valeriana e a passiflora suprimem os sintomas do stress, a scutellaria atua sobre as causas profundas do esgotamento nervoso. De facto, esta distinção é especialmente relevante para pessoas que sofreram de stress prolongado e cujo sistema nervoso ficou genuinamente esgotado. Para além disso, os herbalistas tradicionais prescrevem a scutellaria precisamente nestes casos — como um remédio de recuperação e não apenas de alívio. Do mesmo modo, os resultados do seu uso como troforestorativo desenvolvem-se gradualmente ao longo de semanas. Assim sendo, é especialmente útil para pessoas com stress crónico, burnout ou esgotamento nervoso prolongado.
Neste artigo encontras tudo o que precisas de saber sobre a scutellaria: os seus principais benefícios, os compostos ativos, como preparar o chá, as doses recomendadas, as contraindicações e as fontes científicas. Para informação sobre plantas medicinais complementares para o stress e o sono, consulta o nosso artigo sobre a valeriana e a passiflora.

⚠️ Aviso: Este artigo tem fins exclusivamente informativos e, por isso, não substitui o aconselhamento de um médico ou nutricionista qualificado. Assim sendo, consulta sempre um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação com plantas medicinais, especialmente se tomares medicação ou tiveres condições de saúde pré-existentes.
O que é a scutellaria e qual a sua classificação botânica
A scutellaria (Scutellaria lateriflora) é uma planta herbácea perene da família das lamiáceas — a mesma família da hortelã-pimenta, da erva-cidreira e da lavanda. Neste sentido, partilha com estas plantas o caule quadrado característico e as folhas com bordos irregulares. Consequentemente, é fácil identificá-la na natureza pela combinação do caule quadrado com as delicadas flores azuis em forma de capacete medieval.
Do ponto de vista botânico, a scutellaria é nativa da América do Norte. De facto, cresce espontaneamente em habitats ribeirinhos húmidos e sombreados — desde florestas a prados e zonas húmidas. Neste sentido, esta preferência por solos húmidos e sombreados explica porque a scutellaria cresce naturalmente perto de ribeiros e zonas ripícolas na América do Norte. Além disso, pode atingir até 1 metro de altura e produz flores azuis muito decorativas durante o verão. Consequentemente, os jardineiros europeus que a cultivam ficam frequentemente surpreendidos com a beleza das suas flores. Para além disso, esta combinação de beleza ornamental e propriedades medicinais torna a scutellaria numa das plantas mais completas para um jardim de ervas medicinais. Do mesmo modo, adapta-se surpreendentemente bem ao clima português — especialmente em locais com sombra parcial e solo húmido. Assim sendo, é simultaneamente uma planta medicinal e ornamental muito apreciada nos jardins de ervas medicinais.
A origem fascinante do nome
O nome “calota craniana” — ou skullcap em inglês — tem uma origem visual muito curiosa. De facto, as pétalas da flor da scutellaria assemelham-se aos capacetes dos soldados europeus medievais — com uma protuberância característica na parte superior. Neste sentido, os colonizadores europeus que encontraram esta planta na América do Norte reconheceram imediatamente esta semelhança. Consequentemente, nomearam a planta de acordo — criando um dos nomes mais descritivos e memoráveis de qualquer planta medicinal. Para além disso, esta semelhança visual com os capacetes medievais não é apenas curiosa — é também muito útil na prática. De facto, qualquer pessoa que conheça o nome consegue identificar a scutellaria na natureza simplesmente observando a forma característica das suas flores. Do mesmo modo, este nome visual facilita a transmissão do conhecimento sobre esta planta de geração em geração. Assim sendo, é um dos nomes medicinais mais inteligentes e funcionais da história da fitoterapia ocidental.
Compostos ativos da scutellaria
A scutellaria deve os seus benefícios a uma composição fitoquímica muito específica e bem estudada. De facto, os investigadores identificaram vários grupos de compostos bioativos responsáveis pelas suas propriedades nervinas e ansiolíticas.
| Composto ativo | Principal ação |
|---|---|
| Baicalina | Ansiolítico, neuroprotetor, anti-inflamatório |
| Escutelareína | Ansiolítico, antioxidante |
| Wogonina | Sedativo suave, ansiolítico |
| Flavonoides | Antioxidante, neuroprotetor |
| Iridoides | Troforestorativos, nervinos |
| Ácido escutellário | Anti-inflamatório, neuroprotetor |
💡 Nota: A baicalina é o composto mais importante e mais estudado da scutellaria. Consequentemente, ao escolheres um suplemento de scutellaria, verifica sempre se contém Scutellaria lateriflora — a espécie norte-americana com maior concentração de baicalina. Além disso, evita produtos com Scutellaria baicalensis — a espécie chinesa com compostos diferentes e propriedades medicinais distintas.
Benefícios da scutellaria comprovados pela ciência
1. Reduz o stress crónico e restaura o sistema nervoso
A scutellaria é provavelmente a planta nervina mais completa para o stress crónico. De facto, ao contrário de muitos sedativos naturais que apenas suprimem os sintomas, a scutellaria atua como troforestorativo — restaurando a função normal do sistema nervoso ao longo do tempo. Neste sentido, é especialmente eficaz para pessoas que sofreram de stress prolongado e cujo sistema nervoso ficou esgotado. Consequentemente, os herbalistas tradicionais prescrevem-na para burnout, esgotamento nervoso e exaustão crónica.
Para além disso, a baicalina modula os recetores GABA do cérebro — produzindo um efeito calmante sem causar sedação excessiva. Neste sentido, este perfil único — calmante sem sedação — é precisamente o que distingue a scutellaria da maioria das plantas nervinas disponíveis. Consequentemente, os herbalistas prescrevem-na frequentemente para uso diurno — algo que raramente fazem com a valeriana ou a passiflora. Do mesmo modo, ao contrário da valeriana, a scutellaria não causa sonolência durante o dia quando tomada nas doses recomendadas. De facto, alguns utilizadores relatam até um aumento do foco mental após o início do uso regular — dado que a redução do stress liberta recursos cognitivos que estavam a ser consumidos pela tensão nervosa. Assim sendo, é especialmente adequada para pessoas que precisam de reduzir o stress sem comprometer a produtividade e o foco mental.
2. Alivia a ansiedade e a tensão nervosa
A scutellaria tem propriedades ansiolíticas comprovadas que a tornam especialmente eficaz para a ansiedade e a tensão nervosa. De facto, um estudo clínico demonstrou que a scutellaria reduz significativamente a ansiedade sem reduzir a energia ou o foco mental. Neste sentido, este perfil único — ansiolítico sem sedação — distingue a scutellaria da valeriana e da passiflora. Consequentemente, é especialmente útil para pessoas ansiosas que precisam de manter o foco e a produtividade ao longo do dia. Além disso, os investigadores identificaram a baicalina como o principal composto responsável por este efeito ansiolítico sem sedação.
Para além disso, a scutellaria tem propriedades que aliviam a tensão muscular associada à ansiedade. Neste sentido, muitas pessoas “guardam” o stress no corpo — acumulando tensão nos ombros, pescoço e mandíbula. Consequentemente, ao relaxar estes músculos tensos sem causar sedação, a scutellaria oferece um alívio físico que complementa o alívio mental. Do mesmo modo, esta combinação de alívio mental e físico torna-a especialmente eficaz para pessoas com ansiedade somática. Assim sendo, é uma das opções naturais mais completas para a ansiedade com manifestações físicas.
3. Melhora a qualidade do sono
A scutellaria tem propriedades que melhoram a qualidade do sono — especialmente quando o sono é perturbado por pensamentos ansiosos. De facto, a wogonina e a baicalina têm propriedades sedativas suaves que facilitam o adormecer sem suprimir o sono REM. Neste sentido, ao contrário de muitos sedativos naturais que causam sonolência pesada, a scutellaria produz um sono natural e reparador. Consequentemente, é especialmente útil para pessoas com insónia associada a pensamentos intrusivos e ansiedade noturna.
Para além disso, a combinação de scutellaria com valeriana é especialmente eficaz para a insónia. Neste sentido, as duas plantas têm mecanismos de ação complementares — a scutellaria atua como troforestorativo do sistema nervoso enquanto a valeriana aumenta os níveis de GABA. Consequentemente, esta combinação oferece um suporte muito mais completo do que qualquer planta individualmente. De facto, a scutellaria prepara o sistema nervoso para o descanso durante o dia, enquanto a valeriana facilita o adormecer à noite. Para além disso, ao atuarem em momentos diferentes do dia, as duas plantas não se sobrepõem — complementam-se de forma muito eficaz. Do mesmo modo, os herbalistas tradicionais prescrevem frequentemente esta combinação para insónia persistente com componente ansioso. Assim sendo, é uma das combinações nervinas mais completas e bem fundamentadas disponíveis na fitoterapia ocidental.
4. Apoia a saúde menstrual
A scutellaria tem propriedades que apoiam a saúde menstrual de várias formas. De facto, os herbalistas tradicionais cherokees usavam-na especificamente para promover a saúde das mulheres e regular o ciclo menstrual. Neste sentido, as suas propriedades antiespasmódicas aliviam as cólicas menstruais. Consequentemente, é especialmente útil tomada nos dias anteriores ao início do período — atuando preventivamente sobre os espasmos uterinos.
Para além disso, as suas propriedades ansiolíticas são especialmente úteis para o stress pré-menstrual. Neste sentido, a síndrome pré-menstrual tem frequentemente um componente emocional significativo — ansiedade, irritabilidade e mudanças de humor — que a scutellaria aborda diretamente. Consequentemente, ao tratar simultaneamente a dor física e o desconforto emocional, a scutellaria oferece um suporte menstrual muito mais completo do que a maioria dos remédios naturais disponíveis. De facto, poucas plantas medicinais conseguem atuar simultaneamente sobre as cólicas, a ansiedade e a irritabilidade do período menstrual. Do mesmo modo, ao reduzir a ansiedade e a irritabilidade associadas à síndrome pré-menstrual, a scutellaria complementa perfeitamente as propriedades antiespasmódicas. Além disso, os herbalistas tradicionais cherokees já prescreviam a scutellaria especificamente para a saúde das mulheres — uma prova da sua eficácia nesta área. Assim sendo, é uma das plantas medicinais mais completas para o apoio da saúde menstrual disponíveis.
5. Tem propriedades neuroprotetoras
A scutellaria tem propriedades neuroprotetoras que a tornam especialmente interessante para a saúde cerebral a longo prazo. De facto, a baicalina e o ácido escutellário reduzem a neuroinflamação — um dos principais fatores de risco para doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o Parkinson. Neste sentido, os investigadores estudam atualmente o potencial da scutellaria para a prevenção destas doenças — com resultados preliminares muito promissores. Consequentemente, o consumo regular de scutellaria pode ser um complemento natural interessante para quem quer proteger a saúde cerebral a longo prazo.
Para além disso, ao contrário de muitos suplementos neuroprotetores convencionais, a scutellaria tem também propriedades ansiolíticas e nervinas — oferecendo assim um suporte cerebral muito mais abrangente. Do mesmo modo, a combinação de neuroproteção e redução do stress torna a scutellaria especialmente relevante — dado que o stress crónico é também um fator de risco para doenças neurodegenerativas. Assim sendo, é uma das plantas medicinais com maior potencial para a saúde cerebral a longo prazo.
História da scutellaria — dos Cherokees ao mundo
A scutellaria tem uma história medicinal fascinante que começa nas florestas da América do Norte e atravessa dois continentes.
Os Cherokees e as tribos nativas americanas
Os primeiros utilizadores documentados da scutellaria foram os Cherokees e outras tribos nativas americanas. De facto, estas tribos consumiam a scutellaria como chá para acalmar os nervos, promover a saúde das mulheres e em cerimónias tradicionais. Neste sentido, o conhecimento medicinal dos Cherokees sobre a scutellaria era profundo e sofisticado — desenvolvido ao longo de séculos de observação empírica. Consequentemente, quando os colonizadores europeus chegaram à América do Norte, encontraram um sistema médico nativo que já incluía a scutellaria como um remédio nervino essencial.
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Para além disso, os colonizadores europeus rapidamente reconheceram o valor da scutellaria e começaram a integrá-la na sua própria prática médica. Neste sentido, este reconhecimento rápido demonstra que os efeitos da scutellaria eram suficientemente evidentes para convencer médicos europeus com formação académica formal. Consequentemente, a scutellaria tornou-se numa das primeiras plantas medicinais nativas americanas a ser adotada pela medicina europeia. De facto, os herbalistas populares europeus aprenderam com os nativos americanos — num dos raros exemplos de transferência de conhecimento medicinal dos povos nativos para os colonizadores. Para além disso, esta transferência de conhecimento ocorreu num período em que os colonizadores europeus raramente reconheciam o valor dos saberes nativos. Do mesmo modo, este facto histórico confere à scutellaria uma história cultural especialmente rica e significativa. Assim sendo, a scutellaria é uma das poucas plantas medicinais cuja história documenta claramente esta transferência de sabedoria tradicional.
A primeira Matéria Médica americana
A scutellaria apareceu na primeira Matéria Médica americana, publicada em 1785. De facto, esta inclusão tão precoce numa obra de referência médica demonstra que os médicos americanos da época já reconheciam o seu valor medicinal. Neste sentido, a scutellaria foi uma das primeiras plantas medicinais nativas americanas a ser sistematicamente documentada e estudada pelos médicos ocidentais. Consequentemente, esta documentação precoce facilitou a sua adoção pela medicina europeia no século XIX.
Para além disso, os médicos fitoterapeutas americanos levaram a scutellaria para a Grã-Bretanha no século XIX. Neste sentido, a sua chegada à Grã-Bretanha foi especialmente significativa — dado que os herbalistas britânicos eram os mais influentes da Europa na época. Consequentemente, a scutellaria rapidamente ganhou popularidade entre os herbalistas europeus — integrando-se nas farmacopeias britânica e europeia. De facto, em apenas algumas décadas, a scutellaria passou de planta desconhecida na Europa a ingrediente regular nas fórmulas dos herbalistas britânicos. Do mesmo modo, esta adoção britânica foi fundamental para a difusão da scutellaria por toda a Europa. Além disso, os herbalistas britânicos documentaram e sistematizaram o conhecimento Cherokee sobre a scutellaria — tornando-o acessível a médicos e herbalistas de todo o continente. Assim sendo, a scutellaria percorreu um caminho fascinante — das florestas cherokees aos consultórios médicos europeus — em apenas um século.
Como preparar o chá de scutellaria — 3 receitas
1. Chá de scutellaria simples — para o stress e a ansiedade
Ingredientes:
- 1 a 2 colheres de chá de erva de scutellaria seca
- 250 ml de água
Modo de preparação: Ferver a água e apagar o fogo imediatamente. De seguida, adicionar a scutellaria e tapar o recipiente. Neste sentido, tapar é absolutamente essencial — dado que os compostos voláteis da scutellaria, especialmente a baicalina, evaporam rapidamente se o recipiente ficar aberto. Além disso, deixar repousar 10 a 15 minutos para uma infusão completa. De facto, uma infusão mais longa extrai uma maior concentração de flavonoides — tornando o chá mais eficaz. Por fim, coar e beber morno. Consequentemente, podes beber até 3 chávenas por dia — distribuídas ao longo do dia para um efeito nervino contínuo e sustentado. Assim sendo, distribui as chávenas pela manhã, ao almoço e ao início da tarde para um suporte nervino ao longo de todo o dia.
2. Chá de scutellaria com valeriana — para a insónia
Esta combinação é especialmente eficaz para a insónia com componente ansioso, dado que a scutellaria e a valeriana têm mecanismos de ação complementares.
Ingredientes:
- 1 colher de chá de scutellaria seca
- 1 colher de chá de raiz de valeriana seca
- 250 ml de água
Modo de preparação: Ferver a água e apagar o fogo imediatamente. De seguida, adicionar a scutellaria e a valeriana em simultâneo e tapar o recipiente. Neste sentido, adicionar as duas plantas ao mesmo tempo garante que os compostos ativos de ambas se libertam de forma equilibrada durante a infusão. Além disso, deixar repousar 15 minutos — ligeiramente mais do que o chá simples de scutellaria — dado que a raiz de valeriana beneficia de uma infusão mais longa para libertar os seus compostos ativos. Consequentemente, este tempo de infusão mais longo potencia a eficácia de ambas as plantas em simultâneo. Por fim, coar e beber morno 30 a 45 minutos antes de deitar. Assim sendo, este intervalo permite que os compostos ativos de ambas as plantas comecem a atuar precisamente quando te deitas.
3. Chá de scutellaria com erva-cidreira — para o stress diário
Esta combinação é especialmente eficaz para o stress do dia a dia, dado que a erva-cidreira complementa as propriedades nervinas da scutellaria com um efeito digestivo e calmante adicional.
Ingredientes:
- 1 colher de chá de scutellaria seca
- 1 colher de chá de erva-cidreira seca
- 250 ml de água
- Mel a gosto
Modo de preparação: Ferver a água e apagar o fogo imediatamente. De seguida, adicionar a scutellaria e a erva-cidreira em simultâneo e tapar o recipiente. Neste sentido, adicionar as duas plantas ao mesmo tempo garante que os compostos ativos de ambas se libertam de forma equilibrada. Além disso, a erva-cidreira suaviza o sabor mais terroso da scutellaria — tornando este chá especialmente agradável de beber. Consequentemente, deixar repousar 10 minutos — suficiente para extrair os compostos ativos de ambas as plantas sem tornar o chá demasiado amargo. Por fim, coar e deixar arrefecer ligeiramente antes de adicionar o mel. De facto, dado que o mel perde as suas propriedades quando aquecido acima de 40°C, é importante adicioná-lo sempre depois de a bebida ter arrefecido. Assim sendo, beber morno ao longo do dia para um efeito nervino e digestivo contínuo.
Contraindicações da scutellaria — quem não deve usar
Apesar dos seus inúmeros benefícios, a scutellaria não é adequada para toda a gente. Por isso, é essencial conhecer as contraindicações antes de iniciar o consumo regular. Neste sentido, a principal preocupação é a interação com medicamentos para o sistema nervoso central e para o fígado.
A scutellaria não deve ser combinada com medicamentos sedativos, ansiolíticos ou antidepressivos sem orientação médica. De facto, a combinação pode potenciar o efeito sedativo de ambos. Consequentemente, quem toma benzodiazepinas, antidepressivos ou outros medicamentos para o sistema nervoso deve consultar sempre um médico antes de usar scutellaria.
Por outro lado, grávidas e mulheres a amamentar devem evitar a scutellaria. Neste sentido, dado que os investigadores não estudaram adequadamente a segurança da scutellaria durante a gravidez, o princípio da precaução aconselha a evitar o seu uso. Do mesmo modo, crianças com menos de 12 anos não devem usar scutellaria sem orientação pediátrica. Além disso, existem casos documentados de hepatotoxicidade associados a produtos de scutellaria adulterados — pelo que é essencial comprar sempre em fontes certificadas. Assim sendo, em caso de dúvida, consulta sempre um profissional de saúde.
Possíveis efeitos secundários da scutellaria
Quando consumida nas doses recomendadas e de fontes certificadas, a scutellaria é segura para a maioria das pessoas. No entanto, o consumo excessivo pode causar alguns efeitos secundários. Neste sentido, os mais comuns incluem tonturas, confusão mental e sonolência excessiva em doses elevadas. Para além disso, existem casos raros de hepatotoxicidade associados a produtos adulterados com outras espécies de scutellaria. Consequentemente, compra sempre scutellaria de fornecedores certificados que garantam a pureza e a identidade botânica do produto. Assim sendo, verifica sempre se o produto especifica Scutellaria lateriflora no rótulo.
Perguntas frequentes sobre a scutellaria
Para que serve a scutellaria?
A scutellaria serve principalmente para reduzir o stress crónico, aliviar a ansiedade, melhorar o sono e apoiar a saúde menstrual. De facto, é uma das plantas nervinas mais completas disponíveis — especialmente eficaz para o stress de longa duração. Consequentemente, é especialmente útil para pessoas com burnout, esgotamento nervoso crónico ou ansiedade persistente.
Qual é a diferença entre scutellaria e valeriana?
A valeriana atua principalmente como sedativo — facilitando o adormecer e melhorando a qualidade do sono. Por outro lado, a scutellaria atua como troforestorativo — restaurando o sistema nervoso ao longo do tempo sem causar sedação excessiva. Consequentemente, a scutellaria é mais adequada para uso diurno e para stress crónico, enquanto a valeriana é mais adequada para uso noturno e para a insónia.
A scutellaria causa dependência?
Não — a scutellaria não causa dependência física. De facto, os herbalistas prescrevem-na frequentemente para uso regular a longo prazo precisamente porque não causa dependência. Neste sentido, é uma das vantagens mais importantes face aos sedativos convencionais. No entanto, é sempre aconselhável fazer pausas periódicas após períodos prolongados de uso.
Posso tomar scutellaria durante o dia?
Sim — ao contrário da valeriana, a scutellaria pode ser tomada durante o dia sem causar sonolência significativa nas doses recomendadas. De facto, as suas propriedades nervinas reduzem a ansiedade e o stress sem comprometer o foco mental. Consequentemente, é especialmente útil para pessoas que precisam de reduzir o stress sem afetar a produtividade.
Onde posso comprar scutellaria em Portugal?
A scutellaria está disponível em ervanários especializados e lojas online de plantas medicinais. De facto, é menos comum do que a valeriana ou a passiflora mas está a tornar-se cada vez mais acessível em Portugal. Consequentemente, opta sempre por produtos que especifiquem Scutellaria lateriflora no rótulo para garantir que estás a comprar a espécie correta.
Posso combinar scutellaria com outras plantas medicinais?
Sim, a scutellaria combina muito bem com várias plantas medicinais. De facto, a combinação com valeriana é especialmente eficaz para a insónia, enquanto a combinação com erva-cidreira é especialmente eficaz para o stress diário. Consequentemente, podes criar fórmulas combinadas muito eficazes com base nas tuas necessidades específicas.
Fontes científicas e referências
Scutellaria e ansiedade
Wolfson, P., & Hoffmann, D. L. (2003). An investigation into the efficacy of Scutellaria lateriflora in healthy volunteers. Alternative Therapies in Health and Medicine, 9(2), 74–78. Neste ensaio clínico, os autores demonstraram que a scutellaria reduz significativamente a ansiedade em voluntários saudáveis. Consequentemente, os investigadores identificaram a scutellaria como um ansiolítico natural promissor sem efeitos sedativos significativos.
Baicalina e neuroproteção
Shou-Dong, L., et al. (2012). Baicalin attenuates cognitive deficits and protects neurons in Alzheimer’s disease models. Behavioural Brain Research, 233(2), 328–335. Neste estudo, os autores demonstraram que a baicalina tem propriedades neuroprotetoras significativas. Para além disso, os resultados sugeriram que o consumo regular de scutellaria pode ser um complemento natural útil para a prevenção de doenças neurodegenerativas.
Scutellaria e sono
Brock, C., et al. (2014). American skullcap (Scutellaria lateriflora): a randomised, double-blind placebo-controlled crossover study of its effects on mood in healthy volunteers. Phytotherapy Research, 28(5), 692–698. Neste ensaio clínico, os autores demonstraram que a scutellaria melhora significativamente o humor e reduz a ansiedade sem comprometer o estado de alerta. Consequentemente, este estudo confirma o perfil único da scutellaria — ansiolítica sem sedação.
Scutellaria e segurança
Gafner, S., et al. (2003). Evaluation of Scutellaria lateriflora and its adulterants. Journal of AOAC International, 86(3), 453–460. Neste estudo, os autores documentaram o problema da adulteração dos produtos de scutellaria com outras espécies. Para além disso, os investigadores desenvolveram métodos para identificar a Scutellaria lateriflora genuína — sublinhando a importância de comprar em fontes certificadas.
📚 Nota editorial: As referências acima provêm de estudos científicos que passaram por revisão de pares e que investigadores publicaram em revistas indexadas. Alguns estudos foram realizados em populações específicas e os resultados podem variar consoante o indivíduo. Este artigo tem fins informativos e não substitui o aconselhamento médico profissional.
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