Camomila: História, Botânica e Usos Medicinais ao Longo dos Séculos

Poucos sabem que a camomila é uma das plantas medicinais mais antigas do mundo — com um historial de uso documentado que remonta a mais de 5.000 anos. De facto, antes de existirem medicamentos sintéticos, a camomila era o remédio universal de civilizações tão distintas como os egípcios, os gregos, os romanos e os anglo-saxões. Consequentemente, nenhuma outra planta medicinal atravessou tantos séculos de história com uma reputação tão consistente e bem documentada.

Para além disso, ao contrário de muitas plantas medicinais cujos usos a medicina moderna esqueceu ou substituiu, a camomila continua hoje a ser recomendada pelos mesmos motivos que os médicos e fitoterapeutas da antiguidade já conheciam — para acalmar, relaxar, melhorar a digestão e induzir o sono. Do mesmo modo, a ciência moderna confirmou através de estudos clínicos rigorosos aquilo que as medicinas tradicionais já sabiam há milénios, tornando a camomila numa das poucas plantas em que a tradição e a evidência científica coincidem completamente. Consequentemente, esta continuidade de uso ao longo de milénios é, por si só, uma evidência muito forte da eficácia desta planta — afinal, nenhum remédio ineficaz sobrevive durante 5.000 anos de uso humano. Assim sendo, a camomila representa um caso único na história da medicina, dado que une passado e presente numa narrativa de eficácia comprovada tanto pela tradição como pela ciência.


⚠️ Aviso: Este artigo tem fins exclusivamente informativos e, por isso, não substitui o aconselhamento de um médico ou nutricionista qualificado. Assim sendo, consulta sempre um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação com plantas medicinais, especialmente se tomares medicação ou tiveres condições de saúde pré-existentes.


Neste artigo encontras a história fascinante da camomila ao longo dos séculos, a sua descrição botânica detalhada, os seus compostos ativos, os usos medicinais tradicionais e como os podes aplicar no dia a dia. Para informação detalhada sobre como preparar o chá e os benefícios científicos comprovados, consulta o nosso artigo completo sobre o chá de camomila: benefícios, como preparar e contraindicações.

camomila em ambiente natural

O nome da camomila — de onde vem

O nome “camomila” tem uma origem grega muito curiosa. De facto, deriva do grego antigo chamaimēlon, que significa literalmente “maçã da terra” — uma referência ao aroma característico de maçã com mel que as flores exalam quando esmagadas. Consequentemente, este aroma inconfundível foi durante séculos o principal método de identificação da planta no campo, muito antes de existirem guias botânicos ou classificações científicas. Neste sentido, é fascinante pensar que durante milénios os seres humanos identificavam esta planta medicinal simplesmente pelo nariz — uma forma de conhecimento empírico que a ciência moderna só confirmou muito mais tarde.

Para além disso, a camomila tem vários nomes populares em diferentes culturas e regiões. Em Portugal, as pessoas chamam-lhe simplesmente camomila ou camomila alemã. Do mesmo modo, algumas regiões conhecem-na como “Água da Juventude”, dado que os seus usos cosméticos para a pele e o cabelo eram amplamente apreciados desde a antiguidade. Por outro lado, em países como a Alemanha e a Áustria, a camomila é conhecida como Kamille e ocupa um lugar de destaque na farmacologia tradicional, sendo uma das plantas medicinais mais vendidas em farmácias de toda a Europa Central. Consequentemente, esta diversidade de nomes populares reflete a amplitude da sua distribuição geográfica e o seu longo historial de uso humano em culturas muito distintas.


Classificação botânica da camomila

Do ponto de vista científico, a medicina tradicional e a fitoterapia moderna utilizam principalmente a Matricaria chamomilla — também conhecida como camomila alemã. Consequentemente, é importante distingui-la de outras espécies que as pessoas frequentemente confundem com ela. De facto, existem várias espécies de camomila disponíveis no mercado, mas nem todas têm a mesma concentração de compostos ativos medicinais. Por exemplo, a camomila romana (Chamaemelum nobile) tem um aroma mais intenso mas uma concentração inferior de apigenina e bisabolol — os compostos responsáveis pelos principais benefícios medicinais. Assim sendo, ao comprares camomila para uso medicinal, verifica sempre que se trata da Matricaria chamomilla e não de outras espécies menos potentes. Além disso, dado que a qualidade das plantas medicinais varia significativamente consoante a origem e o método de processamento, opta sempre por produtos certificados de ervanários ou farmácias de confiança.

CaracterísticaCamomila alemã (Matricaria chamomilla)
FamíliaAsteraceae (família das margaridas)
AlturaAté 24 cm em pleno sol
FloresPétalas brancas + disco central amarelo
AromaForte fragrância de maçã com mel
HabitatÁreas povoadas, climas temperados
FloraçãoInício ao meio do verão
Partes usadasFlores (frescas ou secas)
Princípio ativo principalAzuleno, apigenina, bisabolol

Como identificar a camomila na natureza

A camomila cresce espontaneamente em áreas perturbadas, junto a estradas, em campos cultivados e em relvados. Além disso, as suas sementes requerem solo aberto para sobreviver, o que explica a sua presença frequente em terrenos recentemente revolvidos. Consequentemente, é uma das plantas medicinais mais fáceis de encontrar na natureza em Portugal, especialmente entre maio e agosto. Neste sentido, se quiseres recolher camomila selvagem, os meses de junho e julho são os mais indicados, dado que as flores estão no seu pico de concentração de compostos ativos e o aroma característico é mais intenso e fácil de identificar.

Para identificar a camomila com segurança, procura flores com pétalas brancas semelhantes a margaridas e um disco central amarelo saliente. Para além disso, o teste mais fiável é esfregar levemente uma folha ou flor entre os dedos — se sentires um aroma intenso de maçã com mel, é quase certamente camomila. Do mesmo modo, as flores tendem a dobrar as pétalas para baixo quando maduras, criando assim um aspeto característico que facilita o reconhecimento. No entanto, dado que existem plantas semelhantes que podem ser confundidas com a camomila, recomenda-se sempre a confirmação por um especialista em botânica antes de consumires qualquer planta recolhida na natureza. Por isso, se tiveres dúvidas, opta sempre por camomila seca de origem certificada disponível em ervanários ou farmácias.


A história da camomila através dos séculos

No Antigo Egito — a planta sagrada do sol

A camomila foi uma das plantas mais veneradas no Antigo Egito, onde os egípcios a consideravam sagrada e a dedicavam ao deus Ra — o deus do sol — devido à forma circular das suas flores e ao seu brilho dourado. De facto, as mulheres egípcias misturavam pétalas de camomila esmagadas com pétalas de rosa para criar unguentos cosméticos que aplicavam na pele.

Para além disso, os sacerdotes egípcios utilizavam o óleo de camomila nos rituais de embalsamamento e mumificação, dado que as suas propriedades antimicrobianas ajudavam a preservar os tecidos. Neste sentido, uma vez que o processo de mumificação era considerado sagrado e essencial para a vida após a morte, a utilização da camomila neste contexto elevava-a ao estatuto de planta divina — um reconhecimento sem paralelo na história das plantas medicinais. Consequentemente, a camomila ocupava um lugar de destaque na medicina e na religião egípcia, sendo assim uma das poucas plantas a ter simultaneamente usos medicinais, cosméticos e rituais documentados nesta civilização.

Na Grécia Antiga — o remédio dos médicos

O antigo médico grego Dioscórides e o naturalista Plínio, o Velho, foram dois dos primeiros a documentar os usos medicinais da camomila em textos que sobreviveram até aos nossos dias. Consequentemente, a camomila passou a integrar a farmacopeia grega oficial, sendo prescrita principalmente para apoiar a saúde das mulheres — especialmente para aliviar cólicas menstruais e dores de cabeça. Neste sentido, é notável que os médicos gregos tenham identificado empiricamente os mesmos usos que os estudos clínicos modernos confirmaram mais de dois mil anos depois, nomeadamente o efeito antiespasmódico e anti-inflamatório da planta.

Para além disso, os gregos usavam compressas de camomila para tratar inflamações da pele e feridas, reconhecendo assim as suas propriedades cicatrizantes muito antes da ciência moderna as confirmar. Do mesmo modo, o facto de estes textos terem sobrevivido até aos nossos dias demonstra a importância que os gregos atribuíam à camomila como planta medicinal de primeira ordem. Assim sendo, a Grécia Antiga representa um dos momentos mais importantes na história da camomila, dado que foi a primeira civilização a documentar sistematicamente os seus usos medicinais.

Na Roma Antiga — o desodorizante e conservante natural

Os romanos encontraram usos surpreendentemente práticos para a camomila que vão muito além da medicina. De facto, antes que as técnicas modernas de preservação de alimentos existissem, os cozinheiros romanos embebiam carne em camomila para mascarar odores desagradáveis e prolongar a sua conservação. Neste sentido, este uso culinário demonstra que os romanos reconheciam intuitivamente as propriedades antimicrobianas da camomila, dado que a inibição do crescimento bacteriano é precisamente o mecanismo científico que explica a sua capacidade de conservar alimentos.

Para além disso, os agricultores romanos plantavam camomila como cultura de cobertura nos seus campos, dado que atraía insetos benéficos como as abelhas e repelia pragas naturalmente. Do mesmo modo, ao melhorar a saúde do solo e proteger outras culturas, a camomila desempenhava um papel ecológico importante na agricultura romana. Consequentemente, os agricultores romanos consideravam a camomila uma planta companheira essencial na agricultura tradicional, dado que os seus benefícios iam muito além do uso medicinal e se estendiam à produção alimentar e à gestão agrícola sustentável.

Na Idade Média — a erva dos monges

Na Idade Média, quando a higiene era particularmente difícil e as doenças infecciosas eram uma ameaça constante, a camomila tornou-se numa das plantas medicinais mais utilizadas pelos monges nos seus jardins de plantas medicinais — os chamados hortus conclusus. De facto, as pessoas espalhavam camomila no chão das habitações para ajudar a repelir vermes e pragas, servindo simultaneamente como desodorizante natural.

Neste sentido, uma vez que os antibióticos e os desinfetantes modernos não existiam, a camomila desempenhava um papel de higiene pública que hoje em dia seria difícil de imaginar — tornando-se assim num dos primeiros “desinfetantes naturais” da história da humanidade. Para além disso, os monges medievais concentraram-se especialmente na capacidade da camomila de aliviar a digestão e acalmar os nervos — os mesmos usos que os fitoterapeutas modernos recomendam hoje.

Consequentemente, a continuidade destes usos desde a Idade Média até aos nossos dias é uma das evidências mais convincentes da eficácia real desta planta medicinal. Do mesmo modo, os jardins monásticos medievais foram essenciais para preservar e transmitir o conhecimento sobre as plantas medicinais durante os séculos mais obscuros da história europeia, dado que foram os monges que mantiveram viva a tradição fitoterapêutica durante as invasões bárbaras e as guerras que devastaram a Europa.

Nos Anglo-Saxões — uma das nove ervas sagradas

Para os anglo-saxões, a camomila ocupava o lugar de uma das nove ervas sagradas. Este grupo de plantas tinha poderes curativos especiais e um lugar central na medicina tradicional da época. Consequentemente, os curandeiros anglo-saxões utilizavam-na em rituais de cura e como proteção contra doenças. Acreditavam, de facto, que a camomila tinha poderes mágicos para além dos puramente medicinais. Para além disso, os monges cultivavam-na em todos os jardins medicinais monásticos da Inglaterra medieval. Assim sendo, a planta distribuiu-se amplamente pelo norte da Europa. Do mesmo modo, a camomila tornou-se numa das plantas medicinais mais disseminadas do continente europeu, presente em praticamente todos os mosteiros e jardins de plantas medicinais medievais.


Os compostos ativos da camomila — a ciência por detrás da tradição

A razão pela qual a camomila tem sido tão apreciada ao longo de milénios está na sua composição fitoquímica excecional. Consequentemente, a ciência moderna conseguiu finalmente explicar o que as medicinas tradicionais já observavam empiricamente há séculos. De facto, cada composto ativo da camomila corresponde a um benefício medicinal documentado pelas civilizações antigas. Isto confirma que a observação empírica humana foi, durante milénios, uma forma válida de descobrir as propriedades das plantas. Além disso, é fascinante constatar que a tradição e a ciência chegaram às mesmas conclusões por caminhos completamente diferentes. Assim sendo, a camomila representa um dos exemplos mais notáveis de convergência entre a sabedoria tradicional e a evidência científica moderna. Por isso, quando bebes uma chávena de chá de camomila hoje, estás a partilhar um ritual com os egípcios, os gregos e os romanos que fizeram exatamente o mesmo há milhares de anos.

Azuleno — o composto anti-inflamatório azul

O azuleno é um dos compostos mais fascinantes da camomila — e também o responsável pela coloração azulada característica do óleo essencial de camomila. De facto, não está presente na flor fresca, mas forma-se durante o processo de destilação a vapor das flores. Consequentemente, o óleo essencial de camomila tem uma cor azul intensa muito característica que o distingue de todos os outros óleos essenciais. Para além disso, o azuleno tem propriedades anti-inflamatórias e antialérgicas comprovadas que o tornam especialmente eficaz para o tratamento de peles irritadas e inflamadas.

Apigenina — o composto ansiolítico

A apigenina é o flavonoide mais importante da camomila e o principal responsável pelos seus efeitos calmantes e ansiolíticos. De facto, liga-se aos recetores de benzodiazepinas no cérebro — os mesmos recetores que os medicamentos ansiolíticos convencionais ativam — produzindo assim um efeito calmante natural sem causar dependência. Consequentemente, os investigadores da neurociência moderna consideram a apigenina um dos compostos ansiolíticos naturais mais promissores atualmente em estudo. Para além disso, ao contrário dos medicamentos ansiolíticos convencionais, a apigenina não causa sonolência excessiva durante o dia nem síndrome de abstinência quando se interrompe o consumo, tornando-a assim numa das alternativas naturais mais seguras para o tratamento da ansiedade crónica.

Bisabolol — o composto cicatrizante

O alfa-bisabolol é um álcool terpénico presente no óleo essencial de camomila com propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas comprovadas. Para além disso, tem a propriedade única de aumentar a penetração de outros compostos ativos na pele, tornando-o num dos ingredientes mais valiosos da cosmética natural. Consequentemente, a indústria cosmética utiliza hoje amplamente o bisabolol em produtos para peles sensíveis, irritadas ou com eczema. Do mesmo modo, os dermatologistas recomendam-no frequentemente como alternativa natural aos corticosteroides tópicos para o tratamento de inflamações cutâneas ligeiras a moderadas, dado que tem um perfil de segurança excecional e raramente causa reações adversas.


Usos tradicionais da camomila — guia prático

Com base na tradição milenar e na confirmação científica moderna, aqui ficam os principais usos da camomila e o melhor momento para cada um:

UsoQuando usarForma recomendada
RelaxamentoA qualquer hora do diaChá simples
Alívio do stressEm períodos mais exigentesChá ou aromaterapia
Induzir o sono20 a 30 minutos antes de dormirChá com mel
DigestãoApós as refeiçõesChá simples
Cólicas menstruaisDurante o períodoChá quente
Pele irritadaQuando necessárioCompressa ou creme
Olhos cansadosAo final do diaCompressa fria
Vias respiratóriasEm constipaçõesVapor inalatório

A camomila na fitoterapia doméstica moderna

Depois de milhares de anos de uso, a camomila continua hoje a ser uma das plantas medicinais mais presentes nos lares portugueses e brasileiros. De facto, é provavelmente a planta medicinal mais fácil de usar no dia a dia — uma simples chávena de chá de camomila preparada com flores secas é suficiente para obter os seus principais benefícios. Consequentemente, é considerada um dos pilares da fitoterapia doméstica moderna, acessível a praticamente toda a família.

Para além disso, as suas propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas, antiespasmódicas e nervinas tornam-na num dos remédios naturais mais versáteis disponíveis. De facto, a camomila atua simultaneamente sobre o sistema nervoso, o sistema digestivo e a pele. Consequentemente, poucos remédios naturais conseguem cobrir tantas áreas da saúde com uma única planta. Do mesmo modo, ao contrário de muitos medicamentos convencionais, a camomila não causa dependência. Além disso, não provoca efeitos secundários significativos quando consumida nas doses recomendadas. Por isso, é uma das opções mais seguras para uso regular em toda a família — desde crianças com mais de 1 ano até aos idosos.

💡 Para saber mais: Consulta o nosso artigo completo sobre o chá de camomila: benefícios comprovados, como preparar e contraindicações, onde encontras 4 receitas detalhadas, os benefícios científicos de cada composto ativo, as doses recomendadas e as contraindicações importantes.


Perguntas frequentes sobre a história e botânica da camomila

Qual é a origem do nome camomila?

O nome camomila deriva do grego antigo chamaimēlon, que significa “maçã da terra”. De facto, esta designação foi atribuída devido ao aroma característico de maçã com mel que as flores exalam quando esmagadas. Consequentemente, este foi durante séculos o principal método de identificação da planta na natureza.

Qual é a diferença entre camomila alemã e camomila romana?

A camomila alemã (Matricaria chamomilla) é a mais utilizada na medicina tradicional e na fitoterapia moderna, dado que tem uma concentração mais elevada de compostos ativos — especialmente azuleno e apigenina. Por outro lado, a camomila romana (Chamaemelum nobile) tem um aroma mais intenso mas uma concentração inferior de compostos medicinais. Consequentemente, para uso medicinal, a camomila alemã é sempre a opção recomendada.

Desde quando se usa a camomila como planta medicinal?

O uso documentado da camomila remonta a mais de 5.000 anos, com registos no Antigo Egito, na Grécia Antiga e na Roma Antiga. Consequentemente, é uma das plantas medicinais com o historial de uso humano mais longo e bem documentado da história. Para além disso, o facto de os mesmos usos — digestão, relaxamento e sono — se manterem consistentes ao longo de milénios é uma evidência muito forte da sua eficácia.

Como identificar a camomila na natureza?

A camomila pode ser identificada pelas suas flores com pétalas brancas e disco central amarelo saliente, semelhantes a pequenas margaridas. Para além disso, o teste mais fiável é esfregar levemente as flores entre os dedos — se sentires um aroma intenso de maçã com mel, é quase certamente camomila. No entanto, dado que existem plantas semelhantes, recomenda-se sempre a confirmação por um especialista antes do consumo.

A camomila cresce em Portugal?

Sim, a camomila cresce espontaneamente em Portugal, especialmente em áreas perturbadas, junto a estradas e em campos cultivados. Além disso, podes cultivá-la facilmente em vasos ou jardins, dado que é uma planta muito resistente que necessita apenas de sol e solo bem drenado. Consequentemente, é uma das plantas medicinais mais fáceis de cultivar em casa em Portugal.


Fontes históricas e científicas

História da camomila

Manniche, L. (1989). An Ancient Egyptian Herbal. London: British Museum Press. Nesta obra de referência sobre a medicina egípcia antiga, a autora documenta o uso da camomila nos rituais de embalsamamento e nos cosméticos egípcios, confirmando o seu estatuto de planta sagrada na civilização egípcia.

Botânica e compostos ativos

Srivastava, J. K., et al. (2010). Chamomile: A herbal medicine of the past with bright future. Molecular Medicine Reports, 3(6), 895–901. Nesta revisão abrangente, os autores confirmaram as propriedades farmacológicas dos principais compostos ativos da camomila — azuleno, apigenina e bisabolol — demonstrando que suportam cientificamente os usos medicinais tradicionais documentados ao longo da história.

Azuleno e propriedades anti-inflamatórias

Martins, M. D., et al. (2009). Comparative analysis of Matricaria chamomilla capsules and tincture anti-inflammatory effects using different mouse edema models. Phytotherapy Research, 23(10), 1539–1544. Neste estudo, os autores confirmaram as propriedades anti-inflamatórias do azuleno e do bisabolol da camomila, demonstrando que são eficazes na redução da inflamação cutânea e sistémica.

Apigenina e ansiedade

Amsterdam, J. D., et al. (2009). A randomized, double-blind, placebo-controlled trial of oral Matricaria recutita (chamomile) extract therapy for generalized anxiety disorder. Journal of Clinical Psychopharmacology, 29(4), 378–382. Neste ensaio clínico, os autores demonstraram que a apigenina da camomila reduz significativamente os sintomas de ansiedade generalizada, confirmando os usos tradicionais calmantes documentados desde a antiguidade.


📚 Nota editorial: As referências históricas e científicas acima provêm de obras académicas e estudos revistos por pares. Este artigo tem fins informativos e não substitui o aconselhamento médico profissional.

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